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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

JOHN DEWEY E A PEDAGOGIA DO APRENDER FAZENDO





Orientador: Prof. Dr. Gerson N. L. Schulz

Autores:

Gessana Damasceno Gomes
Letícia Rodrigues Gonçalves
Lubia Jovania P. dos Santos
Marcos Cesar Dias Silveira 
Mariza Pereira 
Nadine Silva dos Santos 

Acadêmicos do curso de Pedagogia da
 Universidade Federal do Rio Grande FURG




J. Dewey
Este artigo trata da vida e obra de John Dewey. O autor nasceu em Burlington no dia 20 de outubro de 1859, em uma pequena cidade agrícola chamada Vermont, nos Estados Unidos. Morreu em 1° de junho de 1952 em Nova Yorque aos 92 anos. Quando ingressou na escola, Dewey achou tudo muito desinteressante e por isso foi compensado com uma educação "feita em casa". Interessou­-se pela pedagogia ao perceber que a escola de sua época mantinha sempre os padrões tradicionais. Escreveu sobre educação, filosofia, artes, religião, psicologia, política, moral e teoria do conhecimento. Também participou de vários movimentos sociais.

Em termos educacionais, John Dewey foi o primeiro a formular as ideias pedagógicas que afirmavam que o ensino deveria dar-se pela ação e não pela instrução. Para ele a educação deveria ser reformulada para as experiências produtivas de cada um. Essa experiência acontecia sempre por meio de problemas que a educação poderia ajudar a resolver.

Dewey propagava uma educação pragmática instrumentalista, não questionando a sociedade capitalista, pois o que é inventado - quando útil - é a verdade. Ele defendeu o aprendizado por meio da atividade pessoal do aluno. Também considerava que a obediência e a submissão - que era conservada nas escolas - eram obstáculos a serem vencidos como a ordem social que ao invés de ser mudada, deveria ser aperfeiçoada gradativamente.

John Dewey não questionava as desigualdades sociais, mas respeitava a educação em seu aspecto psicológico como prioridade na estrutura educacional. Segundo ele, a ideia da filosofia da educação se dá entre a relação das nossas experiências reais e a educação, sendo que sua própria ideia básica depende de se ter uma ideia correta das experiências individuais.

O educador considerava como ideia funcional da filosofia da educação os processos que relacionam nossas vivências reais com o ensino. Na sua visão, a educação era um processo de renovação da experiência onde não existia um fim a ser atingido, mas a educação se confundia com o seu próprio processo de vida. O importante era fazer crescer os rendimentos da criança pelos seus próprios interesses, pois só o aluno poderia ser o autor da sua experiência, por isso Dewey defendia tarefas manuais. Pensava que dessa maneira haveria um melhor aprendizado. Portanto, a chamada "Escola Nova" acompanhou o desenvolvimento e o progresso capitalista propondo a construção do homem novo dentro do projeto burguês da sociedade. Na escola tradicional o professor era a autoridade máxima, a partir da escola nova o professor e aluno passaram a debater assuntos em sala de aula. Assim, houve trocas de experiências onde ambos passaram a produzir e compartilhar conhecimentos. Dessa forma já não existia uma escola tradicional e sim uma que dava ao aluno liberdade para exercer a sua palavra.


Por fim, para Dewey, o mais importante era o ambiente democrático, onde a teoria só era importante para resolver a prática por meio da construção de experiências e conhecimentos. Por isso ele considerava o pragmatismo como uma concepção de educação onde o instrumentalismo tinha por finalidade resolver os problemas práticos da escola. Sob seu ponto de vista, vida e educação eram inseparáveis.

Referências:

GADOTTI, Moacir. Histórias das Idéias Pedagógicas. 5. ed. São Paulo: Ática, 1997.

SCHULZ, Gerson N. L. John Dewey: apontamentos sobre a sala de aula instrumentalista. [s.n.]: Rio Grande, 2013