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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

SOBRE O ENSINO DE FILOSOFIA






Andréia de Souza Costa

Licenciada em Filosofia - IESAP - Amapá
E-mail: ad-costa1985@bol.com.br

Joelson da Silva Miranda

Licenciado em Filosofia - IESAP - Amapá
E-mail: joelson.s@bol.com.br

Laina Ieda Soares de Oliveira

Licenciada em Filosofia - IESAP - Amapá
E-mail: lainafaust@hotmail.com

Orientador:

Prof. Esp. Arnaldo Ataíde Rabelo

Pedagogo, Especialista em Educação Superior




Introdução


Fonte da figura: www.facapa.com
O texto aborda alguns princípios de ordem metodológica e formal do ensino da Filosofia. Nesse sentido, é importante dizer que o estudo da Filosofia se divide em duas partes: o histórico e o sistemático.
Atualmente, em nossa análise, tem-se um estudo voltado mais para a formação acadêmica do que para a informação de fato, por isso acreditamos que se espera do docente mais impulso em descobrir métodos didáticos para seu ensino, possibilitando ao aluno conquistar sua própria autodeterminação intelectual e uma postura filosófica crítico-reflexiva. 
O estudo histórico corresponde à disciplina História da Filosofia e é imprescindível no currículo de qualquer curso de Filosofia e este deve ser ensinado por meio da leitura comentada dos grandes clássicos da Filosofia. Já o estudo sistemático reúne três ordens distintas: problemas de conhecimento, problemas de valor e problemas do Ser. Uma pesquisa de Salma Muchail, publicada pela PUC - SP (Estrutura e funcionamento do curso de Filosofia), resume por meio de três pares de alternativas a caracterização do curso nos seguintes termos: 1) Do ponto de vista curricular do curso;  2) Do ponto de vista dos Conteúdos dos programas; 3) Do ponto de vista da formação.

1 Análise da questão filosófica

A autora enfoca a questão da análise da Filosofia na
grade curricular nos cursos de graduação no Brasil. A intenção da autora é identificar os pontos chave que norteiam a justificativa da Filosofia tal qual como vem sendo ensinada nos cursos de graduação em Filosofia nas universidades brasileiras. Para a autora, a Filosofia pauta-se por três conceitos chaves: ler, escrever e pensar. Com isso é possível o desenvolvimento do pensamento crítico e reflexivo.

2 Filosofia no Currículo e sua formação


Segundo o posicionamento de defensores da presença da Filosofia no currículo, essa consiste na afirmação das boas conseqüências formadoras da disciplina. A disciplina Filosofia teria desaparecido das escolas pelo fato de que a ditadura militar de 1964 inibiu-a na sala de aula. Uma disciplina cuja função era formar consciência crítica era indesejada. 
Qualquer consulta aos documentos curriculares das demais áreas de conhecimento mostra que elas têm uma clara percepção da fatia de trabalho de cada uma na formação crítica e cidadã, como diz a lei.
Como diria Marquês de Sade, precisamos ainda fazer um esforço adicional se queremos vencer a inércia de um jargão, apenas falar em formar consciência crítica sem mostrar conteúdos, instrumentos e metodologias específicas soa vazio. Nos congressos de Filosofia é nítida a sensação de impaciência com o que parece ser o refúgio fácil para a falta do que dizer. Assim, precisamos revisar essa noção de consciência crítica para melhor compreender as demais disciplinas.

3 Como caracterizar o ensino filosófico


Como podemos caracterizar a natureza dos questionamentos filosóficos? Sabemos que a Filosofia não pode, sem controvérsias, ser vista como uma disciplina empírica quer a Filosofia seja entendida como uma investigação racional mediante conceitos (como diz Kant na Lógica), quer como uma atividade de questionamentos das nossas convenções e imaturidades. Assim, ela ocupa um espaço de investigação que não se confunde com o saber positivo sobre as diversas e particulares dimensões de realidade.

Conclusão


No texto Ler, Escrever, Pensar: notas sobre o ensino da filosofia, a autora Salma Tannus (Petrópolis/São Paulo: Vozes/Educ, 1995) faz uma análise da questão da Filosofia na grade curricular nos cursos de graduação em Filosofia no Brasil. A autora analisa pontos sobre o ensino dessa disciplina no próprio curso de graduação a partir de quatro universidades: a USP, a UNICAMP, a PUC – SP e a UFRJ. A intenção dela é identificar os pontos importantes que justificam a forma como a Filosofia é ensinada em cursos universitários brasileiros. Dessa forma, destaca-se a problemática entre o professor de Filosofia e o pesquisador em Filosofia. Para a autora, a Filosofia deve ser estudada a partir de três conceitos chaves: ler, escrever e pensar. Conclui, então, que o ensino da Filosofia no Brasil parece assentar-se na formação de leitores de Filosofia. Dessa forma o questionamento que o texto faz quanto a essa hipótese é que: não é possível o desenvolvimento do pensamento crítico e reflexivo - uma das principais características da Filosofia - quando simplesmente ensina-se às pessoas a satisfazerem-se com a leitura e interpretação de livros.