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sábado, 8 de fevereiro de 2014

O PENSAMENTO E A CONTRIBUIÇÃO DE MONTESSORI PARA A EDUCAÇÃO


Por:

GESSANA DAMASCENO GOMES

GRADUANDA EM PEDAGOGIA

FURG



Orientador:

Prof. Gerson Nei Lemos Schulz

FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE

FEDERAL DO RIO GRANDE

FURG



Este artigo trata de alguns aspectos da vida e da contribuição de Maria Montessori para a educação mundial. Uma feminista que nasceu na Itália em 1870 e foi a primeira mulher a doutorar-se em medicina em seu país.

Montessori, por não poder exercer sua profissão de forma plena para a época, resolveu dedicar-se à pedagogia. Primeiramente, dedicou-se como educadora de crianças deficientes e mais tarde, trabalhou com crianças normais.

A educadora fazia parte de um movimento chamado de Escola Nova, por isso, tinha uma ideia de educação bem diferente das que existiam naquela época.
Tornou- se conhecida por desenvolver métodos educativos de aprendizagem que são até hoje usados nas escolas públicas e privadas em várias partes do mundo.


Devido às suas observações, Montessori percebeu que a criança tem sua atenção voltada a estímulos gradativos de concentração. A partir daí, Montessori começou a apresentar para as crianças objetos que eram fáceis de serem reconhecidos pelos sentidos, para mais tarde, entrar em contato com o alfabeto, os números, a leitura, a gramática, o desenho, entre outros, para que dessa forma houvesse a construção do conhecimento pela criança.

Montessori tinha como base para o desenvolvimento de seu método de educação o princípio de que toda a criança deveria ter seu mundo próprio, ao perceber que o mundo dos adultos era muito complicado e privava a criança de seu desenvolvimento natural.
  
Embora pensasse em uma criança livre para desenvolver seu intelecto e que essa pudesse mostrar sua capacidade de pensar e agir, Montessori também se preocupava com a disciplina, para que a criança não fosse jogada à própria sorte. Pois para ela, mesmo que o professor tivesse um papel limitado, ele deveria ter consciência da importância de dar à criança um ambiente que correspondesse às suas necessidades para, dessa forma, obter êxito ao ensinar, e a criança ao aprender. Por isso, podemos perceber a importância de alguns aspectos da contribuição de Montessori para a educação infantil que ainda são adotados até hoje, como a utilização de brinquedos e o mobiliário em miniatura que foram criados por ela, para estimular as crianças em seu desenvolvimento.


Vaso montessoriano para crianças.
Por fim, em nossa opinião, nós, como professores, precisamos ficar atentos para que nossos ensinamentos sejam úteis para a vida de nossos alunos, pois na medida em que os observamos, podemos tentar compreender suas necessidades e adaptá-las de acordo com a sua realidade e não enquadrá-las ou entendê-las como se fossem simplesmente adultos em miniatura.



REFERÊNCIAS:


GADOTTI, Moacir. Histórias das Ideias Pedagógicas. 5. ed. São Paulo: Ática, 1997, p. 142-157. 

GOMES, Gessana Damasceno; GONÇALVES, Letícia Rodrigues; SANTOS, Lúbia Jovania; SILVEIRA, Marcos Cesar Dias; PEREIRA, Mariza. Escola Nova: O movimento que "revolucionou" a educação. [Sn]: Rio Grande, 2013. (MIMEO)


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

OS MÉTODOS EDUCACIONAIS DE CÉLESTIN FREINET



Camila Bitencourt

Cínthia Melo

Daiane Milford

Fernanda Mendes

Fernanda Peres

Michelle Telles

Natália Soares

Schellen Bilhalva

Acadêmicas do curso de
Pedagogia da
Universidade Federal do Rio Grande
FURG

Orientador:
Prof. Msc. Gerson Nei Lemos Schulz







Em 1896 nasce em Gars, no sul da França, na região de Provença, em 15 de outubro, Célestin Freinet.

Na adolescência,  muda-se para Nice onde inicia o curso de Magistério. Em 1914 alista-se no exército para lutar na I Guerra Mundial e interrompe seus estudos. Na guerra sofre ações dos gases tóxicos que prejudicam seus pulmões para o resto da vida. Após esse episódio teve baixa do exército e passou por diversos hospitais em busca de cura sem qualquer resultado positivo. Em 1920, Freinet inicia em Bar-Surloup suas atividades como professor-adjunto sem ter concluído o Curso Normal de Magistério começando, assim, as descobertas com os alunos e as práticas desenvolvidas em atividades voltadas ao interesse das crianças.

Em 1924 Freinet trabalhou com os aldeões formando uma Cooperativa de Trabalho a qual deu início ao movimento da Escola Moderna. Desse modo começam as primeiras correspondências entre as escolas. Conhece Elise, artista plástica, que chega para trabalhar como sua colaboradora, casa-se com ela e passam a trabalhar em Saint Paul. No entanto, devido às diferenças em seus métodos em relação aos métodos tradicionais, Freinet é exonerado do cargo de professor e em 1935 começa sua própria escola junto com Elise. Em 1940, no auge da II Guerra Mundial Freinet é preso no campo de concentração de Var ficando gravemente doente, mas mesmo nessa condição, dá aulas a seus companheiros de sela. Sua esposa luta pela sua libertação e depois de solto, Freinet se integra ao Movimento da Resistência Francesa.

No final da década de 1940 Freinet criou o ICEM (Cooperativa do Ensino Leigo) que reunia em torno de 20 mil participantes. Em 1966, Freinet morre na cidade de Vence, na França, deixando uma rica contribuição no campo da educação. Freinet contribuiu muito com suas teorias para a educação tendo uma pedagogia centralizada na criança e baseada em princípios muito importantes, pois a atividade espontânea da criança faz com que a relação professor-aluno seja livre podendo interagir entre si e a própria sociedade em que vivem. Suas técnicas também contribuíram para o desenvolvimento da fala, desenho, pinturas, modelagem, música, cinema entre outras atividades culturais. A partir de seus métodos foi possível o desenvolvimento ético e político dos alunos valorizando suas identidades sociais e culturais. Suas práticas também elaboraram planos de ensino que tornam a educação amplamente dinâmica como projetos, pesquisas, avaliações formativas, livros, etc. Na educação infantil a pedagogia de Freinet pode ser aplicada por meio de suas teorias nas seguintes técnicas:


Aula PasseioO interesse da criança não estava diretamente na escola e sim fora dela, por isso Freinet idealizou esta atividade com o objetivo de trazer motivação, ação a escola.


Texto LivreÉ a livre expressão por meio de um desenho, poema ou pintura. A criança determina forma e tema e o tempo para realizá-la. Mas se a criança optar pela divulgação de seu texto, deverá passar pela correção coletiva.






Imprensa Escolar: São as entrevistas, pesquisas, vivências e aulas-passeio. Freinet usava o tipógrafo. Construía tudo coletivamente.

Correção: Para a divulgação é necessário que esteja perfeito e também corrigido. Essa correção pode ser feita coletivamente, ou em auto-correção. Freinet acreditava que a criança deveria perceber seu erro e a partir disso fazer o certo.


Livro da Vida: É um diário da classe, registrando a livre expressão como texto, desenho e pintura. Esta atividade é para que as crianças possam expressar seus diferentes modos de ver a aula e a vida.

Fichário de Consulta: São exercícios destinados à aquisição dos mecanismos do cálculo, ortografia, gramática, história, ciências etc. Construídos em sala de aula pelos professores e com a turma. Era uma crítica que Freinet fazia sobre os livros didáticos fora da realidade da criança.

Plano de TrabalhoPor meio do currículo escolar como ponto de partida, os alunos se organizavam para escolher as estratégias de desenvolvimento das atividades que podiam ser em grupos, duplas, ou individualmente. Eram elaboradas fichas para anotações sobre as realizações da semana.

Correspondência Interescolar: A criança aprende a cooperação, uma classe se corresponde com a outra. Os professores se comunicam e organizam a forma. Após podem enviar: cartas, textos, fitas, vídeos, desenhos e etc.

Auto-Avaliação: A criança registra o resultado do seu trabalho em fichas de auto-avaliação permitindo comparações entre os trabalhos realizados. Conforme Freinet o professor e aluno precisam se avaliar regularmente.

Por fim, Freinet tem seus métodos e pensamentos apoiados em uma perspectiva de pedagogia não-diretiva, onde a relação professor-aluno é de respeito mútuo, e onde o que se trabalha em sala de aula é a realidade concreta do aluno. Juntamente com essas ideias, Freinet propõe também uma educação antiautoritária, onde a libertação do sujeito seja conquistada mediada pela educação, uma educação sem violência, uma educação capaz de formar o homem livre, que saiba agir em meio a sociedade.
Enfim, Freinet propõe uma modernização na educação, a fim de atender às necessidades do povo, com a educação voltada para o mesmo, propondo também uma escola pública para que todos tenham fácil acesso à educação, na intenção de formar sujeitos críticos e questionadores.


REFERÊNCIAS



BELLO, José Luiz de Paiva. In: <http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/per06.htm>. Rio de Janeiro, 1999.

VERAS, Márcio. Célestin Freinet. In:<http://pt.slideshare.net/marciodveras/celestin-freinet-13215507>. Acessado em: 06 de Jun. de 2012.

GADOTTI, Moacir. História das idéias pedagógicas. Ática. São Paulo 2005.