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sábado, 12 de abril de 2014

ROUSSEAU: FILÓSOFO ERRANTE E EDUCADOR





Michele Telles
Acadêmica do curso de Pedagogia
da Fundação Universidade do Rio Grande
FURG

Orientador e editor:

Prof. Gerson N. L. Schulz



Meu artigo fala sobre algumas ideias do filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau, nascido em Genebra em 28 de Junho de 1712 e falecido na cidade de Ermenonville em 2 de Julho de 1778.

J. J. Rousseau
Rousseau é considerado um dos principais filósofos do Iluminismo. Ele teve uma triste experiência no início de sua vida, pois não conheceu a mãe que morreu poucos dias depois de seu parto. Rousseau foi então criado pelo pai, Isaac Rousseau, um relojoeiro calvinista.

Em sua adolescência estudou em uma escola religiosa sendo aluno do pastor Lambercier. Desde cedo Rousseau gostava de passear pelos campos.

O filósofo teve cinco filhos, porém, os depositou a todos em um orfanato. Situação irônica senão fosse trágica já que anos depois ele escreveu o livro "Emílio, ou Da Educação" que ensina, justamente, sobre como deve-se educar as crianças.

No ano de 1762, Rousseau começou a ser perseguido na França porque suas obras foram consideradas uma afronta aos costumes morais e religiosos. Refugiou-se então na cidade suíça de Neuchâtel. Em 1765, foi morar na Inglaterra a convite do filósofo David Hume. De volta à França, casou-se com Thérèse Levasseur, no ano de 1767.

Depois de toda uma produção intelectual, suas fugas e perseguições e uma vida de aventuras e de errância, Rousseau iniciou uma vida retirada e solitária.

Nessa época dedicou-se à natureza que sempre foi uma de suas paixões. Seu grande interesse por botânica o levou a recolher espécimes e montar um herbário. Seus relatos desta época estão no livro "Devaneios de um Caminhante Solitário". Rousseau faleceu aos 66 anos.

J. J. Rousseau foi um dos principais iluministas e inaugurou uma nova era na história da educação, pois ele constituiu o marco que divide a escola velha e a escola nova. Rousseau resgata as relações entre a escola e a política e centraliza o tema da infância na educação.

A partir da concepção de Rousseau, a criança não é  mais considerada um adulto em miniatura, e passa a ser considerada como um ser que tem um mundo próprio e uma forma própria de interpretá-lo. Gadotti (2003) afirma que na concepção de Rousseau "a criança nasce boa, o adulto a perverte".

Em relação à educação, Rousseau pensa que esta não deve apenas instruir, mas também permitir que a natureza desabroche na criança. Não deve, assim, reprimir ou modelar. Segundo Gadotti (2003) Rousseau basea-se na teoria da bondade natural do homem, o que acaba gerando uma educação racionalista, que deixa a experiência restrita.

Gadotti (2003) afirma também que Rousseau é precursor da escola nova que tem seu início no século XIX, mas que obteve grande êxito apenas na metade do século XX, sendo viva até a atualidade. Suas teorias tiveram influencia sobre grande educadores, dentre eles Pestalozzi, Herbat, Froebel.

Para Rousseau a educação se divide em três momentos:

- Educação da infância que ele chama de idade da natureza (ate 12 anos);

- Educação da adolescência que ele chama de idade da força, da razão e das paixões (12 aos 20 anos);

- Educação da maturidade que ele chama de idade da sabedoria e do casamento (20 aos 25 anos).

Rousseau acredita no poder da autonomia, e afirmava que o indivíduo deveria conduzir-se por si mesmo.

Por fim, com base nas teses de Gadotti (2003) e Joyce (2005), sobre as concepções de Rousseau é possível concluir que até os dias atuais é notável a grande influência que Rousseau tem na área da pedagogia, pois é um dos principais precursores da escola nova, e defende a idéia de que a criança é uma essência pura, que o meio onde ela vive é que a transforma, além disso acredita que a criança deve ser educada desde o nascimento. Rousseau também acredita que a criança aprende brincando com muito mais facilidade do que por meio de livros, pois as brincadeiras despertam a curiosidade e a ludicidade, por isso ele propõe a substituição dos livros por invenções e brincadeiras.


REFERÊNCIAS

GADOTTI, Moacir. História das Idéias Pedagógicas. São Paulo: Ática, 2005.

PALMER, Joy A. 50 Grandes Educadores de Confúcio a Dewey. São Paulo: Contexto, 2005.