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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O CURRÍCULO E A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

Autores:

Ester Rodrigues
Jones Emman
Leonardo Luis
Lidiane Henrique Rapouso
Luciano Braga
Silmara Morais
Weverton Gleub

Acadêmicos do curso
de Pós-graduação em Docência do Ensino Superior
no Instituo de Ensino Superior do Amapá
IESAP
Macapá - Amapá - Brasil

Orientadora:

Profa. Dra. Maria Aparecida Nascimento da Silva

Editor:

Prof. Gerson N. L. Schulz



A premissa da qual parte este artigo afirma que o fazer docente, em relação ao ensino na universidade, centra-se no conhecimento obtido a partir do modelo de ciência vigente, a ciência moderna. Por isso o currículo, em nossas universidades, segue uma lógica fundamentada na concepção moderna (criada no período moderno que se iniciou no século XVI) dessa mesma ciência.  Por outro lado, atualmente, muitos são os estudos que apontam para a mudança desse modelo e visam superá-lo na busca da construção do currículo escolar. Elas adotam como novo parâmetro as concepções da chamada "ciência pós-moderna" (conforme entende Boaventura de Souza Santos em sua obra: 'Introdução a uma ciência pós-moderna').
No campo do currículo esse novo modelo propõe, entre outros, um currículo mais flexível, humanizado e com uma interligação entre os saberes. De tal forma, o conhecimento precisa ser entendido como uma relação entre teoria e prática, levando em consideração a sua frequente construção, desconstrução e reconstrução. Então, nesse sentido, não se deve desvincular o conhecimento empírico ou comum do científico, conforme diz Santos (1989). Essa integração em conjunto com as mais diversas áreas do conhecimento acadêmico, auxiliada por um modelo de currículo globalizante, possibilitará melhor e mais integral formação dos alunos do ensino superior. Trata-se de programas de aprendizagem que diferentes dos planos de aula, visa à junção das disciplinas para um só planejamento, trabalhando, portanto, a transdisciplinaridade, ou seja, todo o grupo pedagógico trabalha com temas universais para despertar a atenção do aluno para a sua realidade e com isso provocar uma interação do aluno com o professor, quebrando-se o ensino mecanizado existente desde a modernidade, o que no plano de aula não é levado em conta, pois ele é feito por um indivíduo, o professor, que direciona a metodologia para o ensino docente.
Já os programas de aprendizagem deslocam esse foco para a própria aprendizagem, incitando o aluno a organizar o conhecimento de uma forma globalizada. As disciplinas que acompanham o currículo em grade são trabalhadas em conjunto com o intuito de gerar, despertar, focar o aluno na produção do conhecimento.
Anastasiou (2012) indica que esse tipo de ensino globalizante, para funcionar, precisa de várias ações como a formação continuada de docentes em cursos que os capacitem para trabalhar com esse método, a necessidade de trabalho em grupo, uma posição firme em enfrentar as dificuldades de se trabalhar um novo sistema de desenvolvimento curricular, além de muitos outros pontos que são de grande importância para um bom resultado na aplicação da educação globalizante.
Por fim, a prática da ação docente na ensinagem deve se desprender do modelo pedagógico tradicional que se centra no plano individual para formular o seu plano de ensino que nem sequer discute coletivamente a ação docente, embora se saiba que essa atitude de pensar (de modo isolado e diretivo) é algo histórico e cultural que ainda impera na sociedade brasileira. Por isso a maneira como se pensa a disciplina nos programas de aprendizagem contextualizando o currículo como um fenômeno teórico-prático é que faz a diferença. Acreditamos que isso é avançar em termos conceituais, pois valoriza a construção do trabalho em grupo que permite às reuniões pedagógicas serem mais produtivas à medida que se tornam mais abertas politicamente porque mais plurais pedagogicamente.
                                                                                                       
REFERÊNCIAS

ANASTASIOU, Léa das G. C. Processos de Ensinagem na Universidade: Da visão de ciência à organização curricular. Joinville: Univille, 2012.

SANTOS, Boaventura de Souza. Introdução a uma ciência pós-moderna. Rio de Janeiro: Graal, 1989.