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quarta-feira, 25 de março de 2015

MARIA MONTESSORI NO QUARTO DOS NOSSOS FILHOS?



Orientador, co-autor e editor:

Prof. Gerson Nei Lemos Schulz

Com os acadêmicos

Carla Amorim
Daiana Cunha
Julieta Mello
Simone Rogelin
Vanessa Martins

Da Universidade
Federal do Rio Grande
FURG


Este artigo trata da "metodologia Montessoriana" dissertando a respeito da visão voltada aos "ambientes residenciais", especialmente ao quarto infantil.

Maria Montessori foi a primeira mulher italiana a concluir o curso de Medicina com o estudo sobre neuropatologia. Ela se dedicou inicialmente à crianças especiais. Ao perceber as necessidades das crianças, estudou Pedagogia e com isso, criou métodos onde as crianças podiam aprender a conhecer o mundo e a desenvolver sua aptidão para organizar a própria existência.

Em sua concepção, a criança não pode ser tratada como um adulto e, consequentemente, o espaço infantil também deve ser diferenciado. Assim, móveis e objetos dos quartos infantis devem ser "especiais". Isto é, não deve existir nesses lugares os tradicionais berços e sim colchões no chão Os tapetes e armários devem estar na altura média das crianças. Deve haver espelhos, barras de equilíbrio, onde elas possam levantar no momento que quiserem sem a ajuda de um adulto. Também deve haver almofadas, brinquedos de plásticos e de tecidos que facilitem seu manuseio. A ideia deste método é ensinar os pais a criarem seus filhos de maneira livre e sem obstáculos, pois a criança não pode viver num mundo como os dos adultos.



De acordo com o método, os pais têm de sentarem no chão do cômodo e tentarem imaginar como uma criança se sentiria tendo em mente a necessidade dela naquele momento de sua vida. Além disso, o espelho é um item importante, por meio dele o bebê é levado a se conhecer como indivíduo, observando seus primeiros movimentos.

Fotos das pessoas próximas da família também são recomendadas como decoração do quarto para que elas manipulem e contem historinhas aos pais. Por segurança, tudo deve ser devidamente revestido com materiais que absorvam impactos. Por exemplo, cobrir o espelho com papel Contact para reter cacos, caso venha se quebrar. Além da cama, onde a criança pode levantar e deitar a qualquer momento, é recomendado que outros móveis do ambiente sejam baixos, de modo que os objetos sobre ele fiquem sempre ao alcance de suas mãozinhas. "O acesso livre aos itens no quarto permite que a criança pense, elabore, eleja preferência" recomendam os especialistas.

A medida ainda estimula os pequenos a entender a noção de organização. Também é aconselhado que os pais coloquem poucos brinquedos e troquem-nos regularmente, assim a criança terá maior atração por eles. Desse modo, com a ajuda dos pais, elas percebem desde cedo que cada coisa tem seu lugar e precisa ser colocada de volta após o uso.

A proposta do método é oferecer à criança um espaço de interação, reconhecimento e de construção de sua personalidade. Um espaço agradável, onde a vigilância dos pais é essencial, mas com liberdade. Dar liberdade, não quer dizer deixá-los sem cuidado, e sim assistir seu desenvolvimento com carinho e afeto.

Enfim, já existem famílias que adotam esse método para criarem seus filhos, mas é preciso ter paciência para adaptá-lo às regras da casa, pois para muitas pessoas esse método é bem trabalhoso, e muitos acreditam ser perigoso. A maioria das famílias prefere ver a criança presa sob sua vigilância, em berços altos, chiqueirinhos e andadores, ao invés de livres em um tapete com os brinquedos a seu alcance. Portanto, sabemos que muitas vezes os mesmos não possuem o tempo que gostariam para estarem com seus filhos, devido às tarefas cotidianas e acabam esquecendo-se da importância da infância no desenvolvimento do ser humano.


REFERÊNCIAS

REVISTA MINHA CASA. São  Paulo: Silvia Avanzi. Edição 56, dezembro de 2014.

RÖHRS, Hermann. Maria Montessori. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana, 2010.

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