Google+ Badge

COMPARTILHE

domingo, 23 de março de 2014

QUEM É BURRHUS FREDERIC SKINNER?



Raquel Lopes da Rosa Konowaluka

 Acadêmica do primeiro ano do curso de Pedagogia
na Universidade Federal do Rio Grande
FURG

Orientador:

Prof. Gerson N. L. Schulz
FURG


O Cientista do comportamento:
B. Skinner
Burrhus Frederic Skinner (1904-1990) nasceu em Susquehanna, na Pensilvânia, em 1904. Formou-se em língua inglesa na Universidade de Nova York antes de redirecionar a carreira para a psicologia, que cursou em Harvard – onde tomou contato com o behaviorismo. Em 1948, aceitou o convite para ser professor em Harvard, onde ficou até o fim da vida. Morreu em 1990, em ativa militância a favor do behaviorismo.

 Skinner é um dos representantes da análise funcional do comportamento mais divulgado no Brasil. Ele acreditava na possibilidade de controlar e moldar o comportamento humano. Foi um dos principais adeptos do behaviorismo onde "behavior" quer dizer "comportamento". Skinner foi muito influenciado pelo behaviorismo de Watson, mas seguia os trabalhos de Pavlov e Thorndike que eram conexionistas (partiam do princípio de que as aprendizagens se dão consequências recompensadoras e pelo condicionamento clássico). Assim, a aprendizagem se dá por meio de uma associação entre um estímulo e uma resposta e foi da perspectiva dessa abordagem que Skinner criou seu método.

Skinner e sua famosa caixa
do "condicionamento comportamental".
Para Skinner só é possível teorizar e agir sobre o que pode ser observado cientificamente. Dessa forma, ficam descartados conceitos e categorias centrais para outras correntes teóricas como consciência, vontade, inteligência, emoção e memória.


Segundo Skinner a unidade fundamental é a resposta, que pode variar de uma simples "resposta reflexa" a um "comportamento complexo". O processo de aprendizagem, segundo ele, essencialmente envolve associação ou conexão de respostas com eventos que acontecem no ambiente.

Skinner define reforço como um evento (estímulo) que segue uma resposta que aumenta a probabilidade da sua ocorrência. O "agente reforçador" aumenta, assim, o comportamento que segue, e não há necessidade de encontrar explicações biológicas para determinar o porquê um estímulo reforça um comportamento. Os estímulos que inicialmente não servem como reforços, se associados com outros reforços, podem vir a fazê-lo. O que é reforço para um, pode não ser reforço para outro, pois pode variar de indivíduo para indivíduo, de organismo para organismo. Segundo Skinner, entender um comportamento é controlá-lo. E o comportamento é controlado por meio da escolha das respostas que são reforçadas e das razões em que elas são controladas.

Em sua caixa, Skinner comprovou que um rato podia ser 'manipulado'
a fazer aquilo que ele desejava por meio de recompensas
(quando acertava as tarefas) ou por meio de punições
(que recebia quando descumpria alguma das tarefas).


A importância dos reforços baseados na fuga do estímulo aversivo também é destacada por Skinner, ou seja, as respostas são reforçadas pela remoção de um estímulo desagradável, em vez do aparecimento do estímulo agradável que podem ser comparados com a punição. Na punição a resposta ao estímulo aversivo diminui a probabilidade de que aquela resposta ocorra novamente. Por essa razão, a teoria enfatiza o uso do reforço positivo para modelar o comportamento.

Acredito que, sem dúvida nenhuma, Skinner trouxe muitas contribuições para o campo da psicologia e da educação com seus estudos sobre o comportamento humano que surgiram a partir de seus métodos como o modelo tecnicista de educação, que enfatizava o saber-fazer e uma avaliação baseada no "estímulo-resposta-reforço", os traços desse tipo de educação ainda permeiam as escolas atualmente.


O método de Skinner é ainda utilizado na educação quando o aluno é reforçado por realizar uma tarefa. Então, esses reforços têm o propósito de condicioná-lo. Nesse sentido, o professor tem por objetivo "moldar" o comportamento dos alunos, tornando-os condicionados com respostas prontas, predeterminadas. Além disso, esse é, ainda, a teoria principal que embasa qualquer programa de treinamento, seja em escolas ou empresas e, recentemente, a "pedagogia empresarial".

Por fim, muitas foram as contribuições de Skinner para a ciência e para a educação em geral, porém, em minha opinião, não endosso a tese de que a aprendizagem de um indivíduo ocorra por meio de "estímulos e reforços", simplesmente! Há outros autores que contestam Skinner e as tendências behavioristas afirmando que o indivíduo não é apenas produto do meio externo a ele. É nesse sentido que afirmam que a aprendizagem não é um processo mecânico, nem um processo que envolva associação e conexão de respostas influenciadas apenas pelo ambiente. Pessoalmente, acredito que a aprendizagem deva ser construída e significativa para a vida dos alunos e alunas, de acordo com suas vivências e interações com o espaço social em que estão inseridos. Com o seu mundo, com suas perspectivas que envolvem seus valores que são a ética, a moral, a religiosidade, suas próprias interpretações daquilo que eles entendem por "realidade" social, psicológica, filosófica, material e antropológica.




REFERÊNCIAS:

FADIMAN, James e FRAGER, Robert. Teorias da personalidade. São Paulo: Harbra, 2000.

GADOTTI, Moacir. História das Ideias Pedagógicas. São Paulo: Ática, 2005.




Nenhum comentário :

Postar um comentário

Obrigado por comentar os trabalhos dos autores publicados.