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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

GEORGES GUSDORF: PROFESSORES PARA QUÊ?




Autores:

Alana Dafne Tavella

Francinne Teodósio Calixto

Maurício Roque Moraes de Freitas

Raquel Lopes da Rosa Konowaluka

Silvia Azevedo

Siusen Alves Martins

Stephany Silveira da Silva


Acadêmicos do Curso de Pedagogia da Universidade

Federal do Rio Grande

FURG

Orientador:


Prof. Msc. Gerson N. L. Schulz




Georges Gusdorf
Georges Gusdorf (1912-2000) foi um filósofo francês que pensou sobre o papel e a importância do professor em uma nova sociedade. Ele nasceu na cidade de Bourdeaux, foi professor na Universidade de Estrasburgo e lutou contra a ocupação nazista. Decorrente desse combate, Gusdorf ficou prisioneiro cinco anos, no período de 1940 a 1945, e durante a prisão, no ano 1948, escreveu artigos e sua tese sobre "experiência humana do sacrifício". A principal obra educativa de Gusdorf é o livro "Professores, para quê?" Ela foi publicada no ano de 1963. Neste artigo, destacamos três ideias desenvolvidas nessa obra: 1) a relação professor-aluno; 2) o papel do professor em uma sociedade de grandes inovações tecnológicas, e, 3) o professor como facilitador de saberes.


Para Gusdorf, a relação professor-aluno deve ser direta, igualitária, dialógica e muito respeitadora, pois um necessita do outro para "ser mais" já que o homem é um ser essencialmente inacabado e o aluno deve se tornar um discípulo de seu mestre, buscando seguir suas ideias.



 Quanto à tecnologia, é notável que em nossos dias há grande influência desta na vida dos homens. Por isso, para Gusdorf, o papel do professor diante dessas inovações tecnológicas é de suma importância, pois os meios de comunicação estão cada vez mais atrativos mostrando-se a todo instante com novidades que prendem a atenção tanto dos adultos como das crianças e a escola, como reflexo da sociedade, também está sentindo efeitos dessa evolução tecnológica.

Outro aspecto interessante destacado por Gusdorf, na obra "Professores para quê?", é que o professor deve atuar como facilitador de saberes e que a transformação da posição de professor a mestre é dada pela relação de diálogo, confiança, troca de saberes e da verdade que este professor entrega a cada aluno em particular. Sua transição de professor a mestre é outorgada pelo aluno que se constitui, então, a partir desse modelo de professor. Em relação ao papel do professor, para o filósofo, o docente é um facilitador de saberes e deve entregá-lo aos seus alunos da maneira mais eficiente para que estes decorem, assimilem e repitam os ensinamentos aprendidos exercendo, assim, sua profissão que é a de ensinar a todos a mesma coisa. Já o mestre, na concepção de Gusdorf, é aquele que, mesmo após décadas de sua morte, continua vivo por meio de suas ideias, fazendo diferença na construção do conhecimento dos seus discípulos. Então, Mestre não é o que impõe sua palavra, aquele que domina o espaço mental do discípulo, mas sim aquele que compartilha os saberes com seu discípulo, que escuta a sua palavra e também aprende com seu aluno.


O discípulo é aquele que acompanha o
mestre até o fim
e, após a morte deste,
divulga e desenvolve suas idéias.
Pelos argumentos expostos, pensamos que as ideias de Georges Gusdorf, mesmo escritas no ano de 1963, ainda são extremamente relevantes na sociedade atual. Pois as novas tecnologias, por exemplo, trazem muitos dados e informações mas isso não constitui o conhecimento efetivo do indivíduo que necessita de um "facilitador" para que a aprendizagem aconteça. Então, ao contrário do que sugere o título da obra, Gusdorf aposta que sem o professor, mesmo em uma era tecnológica, o conhecimento não pode ser construído, entendido, assimilado e reproduzido.

Pensamos que a discussão coletiva de um tema, o exercício do diálogo professor/aluno, aluno/aluno, a oportunidade de intercâmbio de saberes, constitui-se como base fundamental para a construção de conhecimento e enriquecendo o processo interdisciplinar tão necessário na atualidade.

Por fim, para Gusdorf, o professor é indispensável e exerce uma função importantíssima na formação do aluno atuando como mestre. O que deve ocorrer é que o professor precisa adequar-se às novas tecnologias, apropriar-se e explorar as novas possibilidades de ensino e isso é necessário junto aos seus alunos. É preciso que ele diferencie e justifique, por exemplo, a linguagem formal da linguagem coloquial. Não pode limitar-se ao uso do livro didático para não se tornar apenas um facilitador de saberes, é função do professor desta sociedade atual, problematizar informações, propor questionamentos a cerca de situações vivenciadas por seus alunos, porém, sem desprezar ou ignorar as mudanças tecnológicas e políticas existentes.

Um comentário :

  1. Muito bom ter tido a possibilidade de reencontro com Gusdorf nesta página. Professores para que? deveria ser o livro de cabeceira de todos os professores.

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